Sexta, 07 de Agosto de 2020
COVID-19
Morre o primeiro cão diagnosticado com Covid-19 nos EUA; outros 22 animais testaram positivo
Imagem: ilustrativa/divulgação/pexels
Publicado em 31/07/2020

A revista National Geographic informou nesta semana que o primeiro cachorro a testar positivo para o coronavírus morreu. O cão, da raça pastor alemão, tinha sete anos e sofreu com sintomas comuns nos pacientes humanos da Covid-19. Ainda segundo a revista, doze cachorros e dez gatos tiveram resultado positivo para coronavírus nos Estados Unidos.

De acordo com o site Uol, Buddy, como era chamado, ficou doente em abril, na mesma época em que seu dono Robert Mahoney estava se recuperando da doença. O animal parecia ter o nariz entupido e dificuldades para respirar e sua situação apenas piorou com o passar das semanas e meses. Mahoney e sua esposa Allison acabaram sacrificando o cão em 11 de julho, depois que ele começou a vomitar coágulos de sangue e urinar sangue.

O casal disse à National Geographic que teve dificuldades de confirmar a suspeita de que Buddy havia sido infectado com o vírus, já que clínicas estavam fechados por conta da pandemia. Outros não acreditavam que animais pudessem contrair o vírus. Uma clínica em Nova York conseguiu confirmar o resultado positivo do cachorro e descobriu ainda que o filhote de 10 meses da família, que nunca chegou a adoecer, tinha anticorpos.

Os veterinários mais tarde verificaram também que Buddy provavelmente sofria de linfoma, o que levanta o questionamento sobre se, assim como humanos, animais com doenças preexistentes podem ser mais suscetíveis a formas graves da Covid-19. Nem autoridades de saúde pública nem veterinários, no entanto, puderem oferecer muitas informações aos donos, já que não há dados suficientes sobre o vírus em animais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que animais de estimação provavelmente não transmitem o vírus a humanos. Porém, Shelley Rankin, uma veterinária da Universidade da Pennsylvania, acredita que mais estudos são necessários. "Se estamos dizendo ao mundo que a prevalência é baixa, temos que olhar para números altos" de animais, afirmou.

Por: Da Redação
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